O setor fotovoltaico brasileiro vive um momento de maturidade e expansão, impulsionado pela demanda por fontes renováveis e pela consolidação da energia solar como alternativa estratégica na matriz energética nacional. No entanto, a partir de 2026, o cenário regulatório e fiscal para a importação de insumos fotovoltaicos tende a se tornar mais desafiador.
O fim das cotas de importação com redução tarifária, a revisão de benefícios fiscais e a exclusão gradual de Ex-Tarifários alteram significativamente a estrutura de custos das operações, exigindo das empresas planejamento antecipado, revisão de estratégias e maior rigor na gestão aduaneira e tributária.
Este artigo analisa os impactos esperados para 2026 e apresenta caminhos para manter a competitividade das importações no setor solar.
O novo contexto regulatório da importação fotovoltaica
Nos últimos anos, o setor fotovoltaico se beneficiou de mecanismos de incentivo à importação, como:
- cotas com redução do Imposto de Importação para módulos e equipamentos;
- Ex-Tarifários aplicáveis a bens de capital e componentes sem produção nacional equivalente;
- políticas de estímulo à transição energética.
Com a gradual retirada desses mecanismos, as empresas passam a enfrentar uma recomposição da carga tributária, impactando diretamente o custo final dos projetos solares.
Fim das cotas e impacto direto nos custos
As cotas de importação permitiram que empresas internalizassem equipamentos com alíquotas reduzidas dentro de volumes previamente estabelecidos. A partir de 2026, a ausência dessas cotas tende a gerar:
- aumento do Imposto de Importação;
- maior previsibilidade regulatória, porém com custos mais elevados;
- necessidade de reprecificação de projetos e contratos de fornecimento;
- maior pressão sobre margens operacionais.
Empresas que não se anteciparem a esse novo cenário podem enfrentar dificuldades na viabilidade econômica de seus projetos.
Exclusão de Ex-Tarifários e seus efeitos operacionais
A redução do uso de Ex-Tarifários para determinados insumos fotovoltaicos impacta especialmente:
- inversores;
- estruturas metálicas;
- componentes eletrônicos;
- equipamentos de monitoramento e controle.
Sem esse mecanismo, o planejamento tributário se torna mais complexo, exigindo análise detalhada da classificação fiscal, da origem dos produtos e das alternativas disponíveis dentro da legislação vigente.
Logística e câmbio: variáveis que ganham ainda mais peso
Além dos aspectos fiscais, outros fatores passam a ter maior relevância em 2026:
Custos logísticos internacionais
Oscilações nos fretes marítimos, disponibilidade de contêineres e prazos de trânsito impactam diretamente o custo final da importação.
Variação cambial
A exposição ao dólar exige estratégias financeiras mais estruturadas, especialmente em contratos de médio e longo prazo.
Integração entre planejamento logístico e tributário
Decisões logísticas passam a influenciar diretamente a carga tributária e o fluxo de caixa das operações.
Como empresas do setor solar podem manter a competitividade
Empresas mais preparadas para o cenário de 2026 adotam uma abordagem estratégica baseada em:
- planejamento antecipado das importações;
- análise técnica de classificação fiscal e origem;
- avaliação de regimes aduaneiros aplicáveis;
- negociação internacional estruturada;
- integração entre áreas financeira, fiscal e logística.
Essa visão integrada permite mitigar impactos e manter a viabilidade econômica dos projetos fotovoltaicos.
O papel da Macroex no planejamento das importações fotovoltaicas
A Macroex atua como parceira estratégica de empresas do setor solar, oferecendo suporte técnico, aduaneiro e fiscal para operações de importação em um ambiente regulatório mais restritivo.
Entre as principais frentes de atuação estão:
- análise de impactos fiscais e tributários para 2026;
- avaliação de alternativas legais e operacionais à perda de benefícios;
- planejamento aduaneiro e classificação fiscal especializada;
- estruturação logística integrada e eficiente;
- suporte contínuo em compliance e governança aduaneira.
A Macroex não atua apenas na execução das importações, mas no planejamento estratégico que sustenta a competitividade do negócio.
Conclusão: planejamento é a chave para 2026
O fim das cotas e a revisão de incentivos fiscais não representam o fim da competitividade do setor fotovoltaico, mas exigem um novo nível de maturidade na gestão das importações.
Empresas que se antecipam, planejam e contam com parceiros especializados conseguem transformar um cenário desafiador em vantagem estratégica.
A Macroex identifica alternativas fiscais e operacionais para manter suas importações fotovoltaicas competitivas em 2026. Fale com um especialista.